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20 de Junho de 2021
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    O flerte da Alemanha com a extrema-direita

    Rogério Tadeu Romano, Advogado
    Publicado por Rogério Tadeu Romano
    ano passado

    O FLERTE DA ALEMANHA COM A EXTREMA DIREITA

    Rogério Tadeu Romano

    O Estado Livre da Turíngia (em alemão Freistaat Thüringen) é um dos 16 estados federais (Länder) da Alemanha, no centro do país. Sua capital é Erfurt. Ao norte estão a Baixa Saxônia e a Saxônia-Anhalt; a leste, a Saxônia; ao sul, a Baviera; e a oeste Hessen.

    A Turíngia é atormentado por problemas comuns das regiões rurais da Alemanha, como a falta de médicos e de professores, pouca iluminação nas ruas à noite e crimes na fronteira. Mas o problema mais mencionado pelos eleitores locais da AfD é a política de refúgio do país – embora não haja nenhum refugiado em Neisseaue. A prefeitura não tem meios para apoiá-los.

    "As pessoas aqui têm medo que algo lhes seja tirado", afirma Bergmann à DW. "Eles leem sobre radicais [islamistas] em jornais, sobre ataques terroristas, e desenvolvem medos fictícios. Eles vão para cidades próximas como Görlitz ou Dresden e, em algumas partes, só veem migrantes na rua – o que, claro, é um exagero. Então decidem que não querem isso aqui. E a mídia tem um papel crucial nisso", acrescenta.

    Dias depois de a cidade ilustrar manchetes em toda a Alemanha como o "coração dos populistas de direita", muitos eleitores da AfD relutam em falar com jornalistas. "Não tenho nada a dizer. Nós fomos apresentados na imprensa tão negativamente como neonazistas e extremistas de direita", diz uma mulher ao sair de um açougue.

    "AfD nos deu voz".

    Foi algo similar ao Brexit, quando a direita, diante da dificuldade de convivência da população com problemas econômicos, e com a imigração, optou pelo pior: a saída da União Europeia.

    Em outubro do ano passado, o partido de esquerda Die Linke venceu as eleições neste Estado do leste do país, mas a Afd obteve um excelente resultado, com 23,6% dos votos. O bloco de esquerda não obteve maioria suficiente para formar um governo e o partido liberal, com apenas 5% dos votos, considerou oportuno apresentar seu candidato, a fim de impedir uma aliança de esquerda e contanto com a possibilidade de ser eleito com o apoio da extrema direita, e também da União Democrata Cristã (a CDU, conservador, a legenda de Merkel). O partido de Merkel na Turíngia apoiou o liberal, votando com a extrema direita e contra os chamados da sede central partidária.

    A extrema-direita, aliás, realizou uma série de atentados. Baviera e Renânia do Norte-Vestfália, a região mais populosa da Alemanha foram vítimas desses atentados. Em Dresden, na antiga Alemanha Oriental, também houve atentado.

    A Alemanha proibiu que o grupo neonazista Combat 18 continue exercendo suas atividades extremistas. Policiais realizaram buscas em todo o país na tentativa de reprimir a organização. Grupos neonazistas já são proibidos em muitos países europeus.

    Segundo a emissora alemã Deutsche Welle, cerca de 200 policiais realizaram buscas nas casas de membros do grupo em seis estados do país (Brandemburgo, Hesse, Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, Renânia do Norte-Vestfália, Renânia-Palatinado e Turíngia).

    A Renânia, aliás, teve, historicamente, uma posição fundamental na fundação do Estado nazista alemão.

    Hitler reocupou a Renânia em 1936 e deu os primeiros passos para sua pretendida expansão do Terceiro Reich: a anexação com a Áustria em 1938 e a tomada da antiga Tchecoslováquia.

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